terça-feira, 7 de julho de 2026

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Colégio Angélica vai se tornar “Centro Comercial Angélica”, confirma CEO do Grupo Coelho Diniz a diretor de Cultura de Fabriciano

Portal Educadora

Publicado há 7 horas

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André Diniz confirma que Colégio Angélica virará "Centro Comercial Angélica"; fachada e estrutura serão preservadas, diz diretor de Cultura de Fabriciano

O futuro do Colégio Angélica, em Coronel Fabriciano, começa a ganhar contornos mais definidos. Em conversa realizada no último sábado (4), o diretor de Cultura da Prefeitura e presidente do Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural, Teco Teixeira, se reuniu com André Diniz, CEO da rede de supermercados Coelho Diniz — empresa que adquiriu o imóvel histórico —, e obteve informações sobre os planos para o espaço.

Segundo Teixeira, André Diniz adiantou o nome do empreendimento: o prédio será transformado em um Centro Comercial Angélica. O empresário garantiu ainda que tanto o nome quanto a estrutura e a fachada do colégio serão preservados. “Ele me disse que a estrutura, bem como a fachada, serão respeitadas, preservando a história do colégio”, relatou o diretor de Cultura.

Projeto será enviado ao Conselho

Durante o encontro, Teco Teixeira informou a André Diniz sobre o e-mail enviado pelo Conselho Municipal de Patrimônio, no qual a entidade solicita formalmente que a empresa apresente seus planos para o imóvel tombado. O empresário confirmou que o documento será encaminhado, embora ainda sem data definida para envio.

No ofício, o Conselho pede informações sobre a destinação prevista para o espaço, eventuais intervenções, reformas ou adequações planejadas, reforçando o compromisso com a transparência e com a legislação de proteção ao patrimônio cultural vigente.

Furtos no colégio são reconhecidos pelo novo proprietário

Teixeira também abordou com André Diniz os furtos que ocorreram no interior do Colégio Angélica, incluindo o roubo de cabos. O empresário demonstrou conhecimento sobre os casos, lamentou o ocorrido e afirmou que tomará providências para coibir novas ocorrências.

Comunidade aguarda o projeto

Para o diretor de Cultura, a conversa trouxe tranquilidade, mas o acompanhamento continuará. “As informações de momento são essas. Agora é aguardar o projeto. Tão logo chegue, vamos apresentar aqui e para toda a sociedade fabricianense”, afirmou Teixeira.

O caso ganhou repercussão em maio, quando rumores sobre a possível venda do imóvel mobilizaram moradores, artistas e ex-alunos. Uma manifestação popular realizada em frente ao colégio e uma reunião do Conselho Municipal de Patrimônio já haviam cobrado posicionamento dos novos proprietários sobre o futuro do bem tombado, considerado um dos símbolos históricos mais importantes de Coronel Fabriciano.

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