As quadras das escolas municipais de Coronel Fabriciano estão sendo palco da edição 2026 dos Jogos da Integração e Inclusão (JIICF). O torneio, que teve início em 14 de setembro e se estende até 23 de outubro, reúne cerca de 1.500 alunos de 18 unidades escolares da cidade em uma iniciativa gratuita voltada ao esporte e à convivência social.
Promovidos pela Prefeitura de Coronel Fabriciano, por meio da Secretaria Municipal de Governança Educacional e Cultura, os Jogos trazem como diferencial a montagem de equipes mistas nos esportes coletivos, colocando estudantes do ensino regular e da educação especial para jogarem juntos. Pela primeira vez, o projeto conta com o patrocínio da CEMIG via Lei Estadual de Incentivo ao Esporte (SEDESE), sendo executado pelo Instituto Amarelo com apoio do IBIS.
2026 tem a melhor estrutura já vista nos JIICF
Os esportes presentes nesta edição

A inclusão é a regra do jogo
A inclusão faz parte da regra do jogo: segundo o Secretário Municipal de Governança Educacional e Cultura, Carlos Alberto Serra Negra, os alunos da educação especial e do ensino regular formam as mesmas equipes nos esportes coletivos, e só as provas individuais têm disputa separada. Para ele, a convivência vai além da partida: “São várias escolas, e eles acabam tendo contato não só pelo jogo, mas por conversa, de saber um da escola do outro”, disse o Secretário.
Já o Professor Fábio José Ferreira, que também coordena a área esportiva escolar da Prefeitura, conta que, quando a ideia surgiu, seis anos atrás, a equipe ainda não sabia o quanto seria importante ver os alunos da educação especial competindo ao lado dos colegas, e hoje cita o atletismo como exemplo do que essa convivência mostra em quadra. “Na prova de atletismo, a gente tem tempos até melhores dos alunos especiais. Independente dessa questão de ser especial ou não, eu acho que o mais importante é a integração”, afirmou.
Por trás da festa, os Jogos têm um propósito educativo, previsto no regulamento: estimular o esporte nas escolas, revelar talentos e aproximar escolas e comunidades, com os mesmos objetivos para as crianças com deficiência. “Esses jogos têm um papel fundamental na preparação dessa nova geração. As crianças participam de jogos pré-esportivos, estafetas, atividades que dão a elas as primeiras noções da prática da educação física”, disse o Professor Cláudio Gualberto, Consultor do IBIS, parceiro do Instituto Amarelo e Prefeitura na realização do evento.
Para entrar na disputa, o caminho é a escola: as equipes são formadas pelas escolas municipais, e o aluno que quiser participar deve procurar o professor de Educação Física. Para torcer, basta chegar, já que as partidas são abertas ao público e têm entrada gratuita. O projeto segue até 23 de outubro, e os locais de cada rodada são divulgados no perfil do Instituto Amarelo no Instagram.