terça-feira, 6 de outubro de 2026

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Jogos da Integração e Inclusão reúnem 1.500 alunos da rede municipal em Coronel Fabriciano

Portal Educadora

Atualizado há 10 horas

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Jogos da Integração e Inclusão reúnem 1.500 alunos de 18 escolas municipais em Coronel Fabriciano com incentivo da Cemig

As quadras das escolas municipais de Coronel Fabriciano estão sendo palco da edição 2026 dos Jogos da Integração e Inclusão (JIICF). O torneio, que teve início em 14 de setembro e se estende até 23 de outubro, reúne cerca de 1.500 alunos de 18 unidades escolares da cidade em uma iniciativa gratuita voltada ao esporte e à convivência social.

Promovidos pela Prefeitura de Coronel Fabriciano, por meio da Secretaria Municipal de Governança Educacional e Cultura, os Jogos trazem como diferencial a montagem de equipes mistas nos esportes coletivos, colocando estudantes do ensino regular e da educação especial para jogarem juntos. Pela primeira vez, o projeto conta com o patrocínio da CEMIG via Lei Estadual de Incentivo ao Esporte (SEDESE), sendo executado pelo Instituto Amarelo com apoio do IBIS.

2026 tem a melhor estrutura já vista nos JIICF

Com os recursos captados junto à CEMIG, por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, as escolas receberam materiais esportivos para suas equipes, a arbitragem uniformizada com camisa do evento e incremento da premiação com medalhas e troféus produzidos especialmente para esta edição. Na fase final, todos os alunos das equipes que sobem ao pódio levam medalha, as três primeiras escolas recebem troféus e há ainda o troféu do atleta destaque. Todos são premiados, mesmo quem não avança da fase regional recebe medalha de participação. Segundo o Professor Fábio José Ferreira, Coordenador dos Jogos, a lei de incentivo imprimiu melhorias importantes para a edição deste ano.

Os esportes presentes nesta edição

As disputas começaram nas quatro regionais, sediadas nas escolas Penha Lima, Nicanor Ataíde, Francisco Letro e Reverendo Mário, e cada rodada encheu as quadras de alunos e professores. Pela manhã, as equipes mistas jogavam o câmbio, versão adaptada do voleibol. À tarde, os pequenos do 1º ao 3º ano corriam nas estafetas, provas de revezamento com nomes que já anunciam as brincadeiras, como corrida do sorvetinho, varrendo as bolinhas e bola ao alvo. Depois da segunda fase, tudo se decidiu em 30 de setembro, na Escola Municipal Senador Zé Alencar, com semifinais, disputa de terceiro lugar e final do câmbio pela manhã e as finais das estafetas à tarde, até a hora da medalha no pescoço e do troféu levantado pelas equipes.
Na fase final, todos os alunos das equipes que sobem ao pódio levam medalha, as três primeiras escolas recebem troféus e há ainda o troféu do atleta destaque
Para o mês de outubro ficaram as disputas da queimada, velha conhecida dos recreios escolares, agora com tabela e placar. Cada equipe tem seis meninas e seis meninos, o jogo dura dois tempos de sete minutos. As regionais A e B abriram as disputas nos dias 1º e 2 de outubro, e as regionais C e D entrarão em quadra a partir do dia 20. Três dias depois, em 23 de outubro, a Escola Reverendo Mário recebe o atletismo, com 100 metros rasos, salto em distância e arremesso de peso, em categorias que incluem as modalidades paradesportivas destinadas aos alunos com deficiência, com entrega da premiação ao fim de cada prova.

A inclusão é a regra do jogo

A inclusão faz parte da regra do jogo: segundo o Secretário Municipal de Governança Educacional e Cultura, Carlos Alberto Serra Negra, os alunos da educação especial e do ensino regular formam as mesmas equipes nos esportes coletivos, e só as provas individuais têm disputa separada. Para ele, a convivência vai além da partida: “São várias escolas, e eles acabam tendo contato não só pelo jogo, mas por conversa, de saber um da escola do outro”, disse o Secretário.

Já o Professor Fábio José Ferreira, que também coordena a área esportiva escolar da Prefeitura, conta que, quando a ideia surgiu, seis anos atrás, a equipe ainda não sabia o quanto seria importante ver os alunos da educação especial competindo ao lado dos colegas, e hoje cita o atletismo como exemplo do que essa convivência mostra em quadra. “Na prova de atletismo, a gente tem tempos até melhores dos alunos especiais. Independente dessa questão de ser especial ou não, eu acho que o mais importante é a integração”, afirmou.

Por trás da festa, os Jogos têm um propósito educativo, previsto no regulamento: estimular o esporte nas escolas, revelar talentos e aproximar escolas e comunidades, com os mesmos objetivos para as crianças com deficiência. “Esses jogos têm um papel fundamental na preparação dessa nova geração. As crianças participam de jogos pré-esportivos, estafetas, atividades que dão a elas as primeiras noções da prática da educação física”, disse o Professor Cláudio Gualberto, Consultor do IBIS, parceiro do Instituto Amarelo e Prefeitura na realização do evento.

Para entrar na disputa, o caminho é a escola: as equipes são formadas pelas escolas municipais, e o aluno que quiser participar deve procurar o professor de Educação Física. Para torcer, basta chegar, já que as partidas são abertas ao público e têm entrada gratuita. O projeto segue até 23 de outubro, e os locais de cada rodada são divulgados no perfil do Instituto Amarelo no Instagram.

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