A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu em flagrante um homem de 20 anos suspeito de armazenar arquivos de abuso sexual infantil durante uma operação realizada na quarta-feira (14), no Vale do Aço. A ação também cumpriu mandados de busca e apreensão em outro endereço investigado por crimes cibernéticos relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Crimes Sexuais, Crimes Contra Vulneráveis e Idosos de Ipatinga e tiveram início após informações repassadas pela Polícia Federal.
Segundo a Polícia Civil, foram instaurados dois inquéritos distintos, envolvendo investigados diferentes e sem ligação aparente entre os casos.
Suspeito foi preso após polícia localizar arquivos ilegais
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão no primeiro endereço investigado, os policiais localizaram quatro aparelhos celulares, três pen drives e um notebook.
De acordo com a investigação, um dos celulares continha arquivos com cenas de sexo explícito envolvendo menores de idade. A conduta se enquadra no crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata do armazenamento de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
O suspeito, de 20 anos, recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Outro investigado foi ouvido e liberado
No segundo alvo da operação, os policiais cumpriram mandado de busca na residência de um homem de 40 anos. No imóvel, foram apreendidos quatro aparelhos celulares.
Segundo a Polícia Civil, conteúdos investigados teriam sido deletados anteriormente. Como não houve situação de flagrante delito, o homem foi ouvido e liberado, mas continuará sendo investigado no inquérito policial.
Operação contou com apoio da inteligência e perícia
A ação teve apoio do setor de inteligência da Delegacia Regional de Ipatinga, da Perícia Criminal e de equipes da Delegacia Regional de Polícia Civil.
As investigações continuam para análise do material apreendido e identificação de possíveis novos crimes relacionados à exploração sexual infantil na internet.