O candidato do Partido Missão ao governo de Minas Gerais, Ben Mendes, afirmou que integrantes de facções criminosas terão de se render às forças policiais ou enfrentar a ação do Estado em um eventual governo. A declaração foi feita durante entrevista à Rede Educadora de Comunicação.
“Ou ele vai se render e vai ser preso, ou ele vai enfrentar as forças policiais e vai ser morto, porque não há outra forma de lidar com isso”, declarou Ben Mendes ao falar sobre segurança pública. As afirmações são de responsabilidade do entrevistado.
Gabinete de crise contra facções
Segundo o candidato, a primeira medida na área seria a instalação de um gabinete de crise para coordenar o enfrentamento ao crime organizado. Ele disse que pretende impedir que grupos criminosos ampliem a atuação em Minas Gerais.
Ben Mendes associou a presença de facções no estado, em sua avaliação, à falta de investimentos e à gestão de governos anteriores. Ele citou grupos criminosos originários de outros estados e afirmou que pretende reforçar a segurança da população.
Telemedicina para reduzir pressão nas UPAs
Na saúde, o candidato propôs a implantação de um serviço de telemedicina para fazer a triagem inicial de pacientes. Pela ideia apresentada, o cidadão poderia conversar por videoconferência com um médico, informar os sintomas e receber orientação sobre o local mais adequado para atendimento.
Nos casos de menor gravidade, o profissional poderia orientar o paciente e emitir receita. Se houvesse indícios de urgência, a recomendação seria buscar uma UPA ou unidade hospitalar. Para Ben Mendes, a proposta ajudaria a reduzir deslocamentos desnecessários e a concentrar as UPAs nos atendimentos mais graves.
Pedágios, ferrovias e desenvolvimento regional
O candidato também defendeu investimentos, tecnologia, educação e parcerias com a iniciativa privada como instrumentos para estimular o desenvolvimento das regiões mineiras. Ao falar sobre o Vale do Aço, afirmou que a região pode servir de referência pela união entre indústria, investimento e formação educacional.
Na infraestrutura, Ben Mendes criticou o valor dos pedágios e o modelo de concessão de rodovias. Ele disse que não pretende prometer o fim das praças de cobrança, mas defendeu revisão dos contratos, tarifas mais baixas e estradas em melhores condições.
Outra proposta apresentada foi ampliar os investimentos em ferrovias para o transporte de cargas e passageiros. O candidato citou a possibilidade de implantação de “short lines”, trechos ferroviários de menor extensão que também poderiam atender ao deslocamento de pessoas.
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