O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) – Subsede Ipatinga denuncia um cenário considerado crítico na rede municipal de ensino da cidade. Segundo a entidade, 44 escolas estão funcionando com déficit de profissionais, situação que estaria afetando diretamente estudantes, famílias e trabalhadores da educação.
De acordo com o sindicato, faltam professores, assistentes da educação especial, auxiliares da educação infantil, profissionais da limpeza, servidores das cantinas e até integrantes de equipes diretivas das escolas.
Sindicato aponta falta generalizada de profissionais
A coordenadora da subsede do Sind-UTE em Ipatinga, Cíntia Rodrigues, afirma que o problema vem sendo denunciado desde o ano passado e classifica a situação como grave.
“O Sind-UTE vem denunciando desde o ano passado o gravíssimo problema de falta de profissionais nas escolas da Rede Municipal de Ipatinga. Faltam professores, assistentes da educação, principalmente da educação especial e assistentes da educação infantil. Faltam também auxiliares nas cantinas que preparam a merenda dos estudantes e também auxiliares de limpeza”, afirmou.
Segundo a entidade, o problema atinge diferentes áreas da rede municipal e tem provocado sobrecarga entre os profissionais que permanecem nas unidades escolares.
Escolas enfrentam dificuldades até na gestão interna
Ainda conforme o sindicato, algumas escolas estariam sem composição completa das equipes diretivas. Há casos de profissionais aguardando publicação oficial de portarias para assumir funções administrativas.
“O caso é tão grave que tem escolas que faltam até membros de equipe diretiva que precisam ser indicados ou que estão aguardando a publicação da portaria que oficializa a sua indicação”, destacou Cíntia Rodrigues.
O Sind-UTE afirma que já notificou diversas vezes a Secretaria Municipal de Educação sobre o problema, mas alega que medidas efetivas ainda não foram adotadas.
Contratos temporários e baixos salários agravam crise
Na avaliação do sindicato, a ausência de concursos públicos e o excesso de contratos temporários estão entre os principais fatores responsáveis pela crise.
“A ausência de concurso público, excesso de contratos precários, condições de trabalho adoecedoras devido à sobrecarga e desvios de função causadas pela falta de profissionais e a desvalorização da categoria agravam ainda mais a situação”, afirmou a coordenadora.
Outro ponto criticado pela entidade é o vencimento de contratos temporários durante o período letivo, o que, segundo o sindicato, acaba deixando escolas desfalcadas em pleno ano escolar.
“Existe uma enorme ingerência por parte da Secretaria de Educação. Os contratos vencem no meio do ano e há uma burocracia para novas contratações. Então a escola vai ficando com um vácuo de atendimento ao estudante”, afirmou.
Mobilização foi realizada em frente às escolas
Para chamar atenção da comunidade, o Sind-UTE realizou uma mobilização em frente às 44 escolas afetadas. Cartazes foram fixados nas unidades informando o número de profissionais em falta em cada local.
Segundo a entidade, a intenção é dar transparência à situação enfrentada pelas escolas municipais. “As mães e os pais dos estudantes matriculados na rede municipal precisam saber da realidade das escolas de Ipatinga. O déficit de trabalhadores tem causado prejuízos diretos aos estudantes e às famílias”, afirmou Cíntia Rodrigues.

Sindicato cobra medidas urgentes da prefeitura
O Sind-UTE defende a recomposição urgente do quadro de servidores para garantir o funcionamento adequado das escolas e melhorar as condições de trabalho na rede municipal. “As escolas pedem socorro e ajuda aos pais para sensibilizar o prefeito Gustavo Nunes para que ele resolva os problemas da educação”, concluiu a coordenadora.