EUA e Israel realizam ataque ao Irã, que responde com mísseis e ameaça escalada do conflito

Uma ofensiva militar conjunta de Estados Unidos e Israel atingiu o Irã neste sábado (28). A operação provocou uma retaliação imediata de Teerã. Assim, a tensão no Oriente Médio subiu drasticamente. Segundo fontes israelenses, o ataque visava o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Além disso, outras altas autoridades eram alvos. Essa operação marca um dos momentos mais críticos na história de hostilidades entre os países. Portanto, ameaça descarrilar os esforços diplomáticos para conter o programa nuclear iraniano.

O ataque coordenado

Na madrugada de sábado, explosões ocorreram em diversas cidades iranianas. Teerã, a capital, sofreu impactos diretos. Além disso, explosões também atingiram Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O ataque coordenado recebeu confirmação de Donald Trump e Benjamin Netanyahu. O ex-presidente americano e o primeiro-ministro israelense confirmaram a operação conjunta.

Os militares israelenses tinham objetivos específicos. Eles buscavam neutralizar a liderança política do Irã. Consequentemente, visavam o aiatolá Ali Khamenei como alvo principal. Além disso, o presidente Masoud Pezeshkian também estava na mira. A emissora pública israelense Kan informou que Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo, também era um alvo.

O resultado preciso dos ataques contra as lideranças ainda permanece incerto. Porém, fontes iranianas afirmam que Pezeshkian está “são e salvo”. Por outro lado, o paradeiro de Khamenei é desconhecido. Relatos indicam que ele teria se mudado para um local seguro fora de Teerã.

Alvos militares e vítimas

O exército israelense afirmou ter atingido centenas de alvos militares iranianos. Esses alvos incluíram lançadores de mísseis e instalações importantes. Assim, a Guarda Revolucionária sofreu danos significativos. A ofensiva resultou na morte de figuras importantes do regime. O ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh, morreu no ataque. Além disso, Mohammed Pakpour, comandante da Guarda Revolucionária, também perdeu a vida. Fontes ouvidas pela Reuters confirmaram essas mortes.

Infelizmente, a violência atingiu também civis. Um ataque aéreo atingiu uma escola primária feminina. A escola fica na cidade de Minab, na província de Hormozgan. Agências de notícias iranianas relataram entre 40 e 57 mortes de alunas. Além disso, dezenas de outras estudantes sofreram ferimentos.

A retaliação iraniana

A resposta do Irã foi rápida e contundente. O Conselho Supremo de Segurança Nacional prometeu uma “resposta esmagadora”. Portanto, iniciou uma série de ataques retaliatórios imediatamente. O país lançou mísseis balísticos em direção a Israel. Consequentemente, sirenes de alerta soaram em várias cidades israelenses.

Além disso, o Irã atacou bases militares americanas na região. Catar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos possuem instalações militares dos EUA. Assim, esses países sofreram ataques com mísseis iranianos. Um míssil iraniano atingiu um prédio na Síria. Isso resultou na morte de quatro pessoas. Outro míssil causou uma morte em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

O Irã fechou seu espaço aéreo completamente. Além disso, o país enfrenta um bloqueio quase total da internet. Essa medida é frequentemente usada pelo regime para controlar informações em momentos de crise.

Contexto político e diplomático

O ataque ocorre em um momento delicado das negociações nucleares. Após cinco rodadas de conversas em 2025, uma sexta rodada foi cancelada. Isso aconteceu em junho do mesmo ano após uma operação militar israelense. Essa operação anterior atingiu instalações nucleares iranianas. Consequentemente, desencadeou um conflito de 12 dias.

A atual ofensiva interrompe um período de “avanços significativos”. Mediadores internacionais relataram progresso nas negociações. Porém, o ataque de hoje muda completamente esse cenário. O Irã classificou a ação como “covarde”. Além disso, acusa os EUA de minar a diplomacia.

Por outro lado, Trump e Netanyahu pedem que o povo iraniano se levante. Eles querem que a população se rebele contra o regime dos aiatolás. Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, declarou que a “vitória final” está próxima. Ele vive exilado na região de Washington.

Reações internacionais

A comunidade internacional reagiu com grande preocupação. O governo brasileiro condenou os ataques formalmente. Além disso, reiterou que a negociação é “o único caminho viável para a paz”. O Brasil é membro fundador do Brics, grupo que inclui o Irã.

A Rússia também condenou a operação. Moscou classificou a ação como um “ato premeditado e não provocado”. Assim, acusa os EUA e Israel de buscarem uma mudança de regime. O país alerta para o risco de uma “catástrofe humanitária, econômica e radiológica”. Portanto, oferece mediação para resolver o conflito.

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu ação urgente. Ele solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Macron afirmou que “a escalada em curso é perigosa para todos”. A França possui bases militares na região. Portanto, está diretamente afetada pela situação.

Perspectivas futuras

A situação no Oriente Médio permanece extremamente volátil. A ofensiva militar e a retaliação representam a escalada mais séria em anos. Consequentemente, existe potencial para um conflito generalizado. As consequências seriam imprevisíveis para toda a região.

Os mercados globais observam com apreensão. Temem o impacto nos preços do petróleo. Além disso, preocupam-se com a estabilidade econômica mundial. A diplomacia parece ter sido posta de lado temporariamente. Portanto, o mundo aguarda os próximos passos de ambos os lados.

A possibilidade de uma guerra aberta entre potências nucleares é real. Isso ameaça não apenas a região, mas também a segurança global. Assim, a comunidade internacional segue atentamente cada movimento. O resultado dessa crise pode redefinir o equilíbrio de poder no Oriente Médio.